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A nova era dos carros voadores está chegando. Você está preparado?

Por Isadora — Em Artigo Autaza, Automação Industrial, Industria 4.0 — janeiro 24, 2020

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2020

Veículos inteligentes sobrevoando por grandes avenidas e edifícios, sem engarrafamentos, sem emitir poluição e ainda evitando acidentes. Sim, esse é o futuro projetado por muitas empresas que têm inovação e tecnologia em seu DNA. No ar existe muito mais espaço para todos circularem e isso permitirá uma grande revolução na mobilidade urbana.

Quem nunca se imaginou no carro voador do excêntrico cientista Doc Brown junto do famoso personagem dos anos 80, Marty Mc Fly no filme “De volta para o futuro”? Em 1985, essa tecnologia parecia distante, mas ainda assim as previsões marcaram toda uma geração e inspiraram várias empresas.

Estamos no século XXI e hoje a tecnologia necessária para termos carros voadores já foi desenvolvida. Grandes empresas de aviação, montadoras e startups estão de olho no mercado de carros voadores, sobretudo com o objetivo de tirar as pessoas dos engarrafamentos das grandes cidades. O uberAIR, por exemplo, é um projeto da Uber que pretende trazer carros voadores para transporte urbano. A empresa já revelou que pretende começar os testes este ano, inclusive no Brasil, para que o serviço faça sua estreia já em 2023. Além disso a startup tem planos futuros de criar carros voadores autônomos, tornando o serviço ainda mais rentável.

Além disso, este mês a Uber firmou parceria com a Hyundai na construção destes veículos que voam e podem chegar a 290 km/h. Os carros serão produzidos pela Hyundai, enquanto a Uber irá contribuir oferecendo suporte, conexões com o transporte terrestre e a plataforma para clientes pedirem suas viagens aéreas. A parceria foi anunciada oficialmente durante a Consumer Electronics Show (CES), uma das maiores feiras tecnológicas do mundo. Na feira ficou exposto o carro futurista que abriga até quatro passageiros e um piloto, tem velocidade de 290 km/h e trafega entre 300 e 600 metros acima do solo.

Outras duas grandes empresas com alta credibilidade no mercado estão se unindo também para fazer um carro voador.  A Boing e a Porsche estão desenvolvendo uma aeronave/carro totalmente elétrica. Embora a associação de carro voador seja com aviões, a maioria destes vai operar como um helicóptero e terá conexão ponto a ponto em ambiente urbano sem a necessidade de um aeroporto. A Porsche tem como objetivo construir carros voadores que possam ser usados como táxis e para compartilhamento de viagens. A empresa alemã fez um estudo recente que aponta que o mercado de mobilidade aérea urbano vai acelerar a partir de 2025.

Outra empresa que promete entrar com força total neste mercado é a holandesa A Pal-V que  desenvolveu um carro voador com autonomia de 1,3 mil km no chão e de 500 km no ar, o veículo possui hélices que o transformam em uma espécie de girocóptero, já que conta com um motor propulsor traseiro para locomoção. A Pal-V começará a vender os exóticos carros a partir deste ano por nada menos que R$1,8 milhão. 

Por outro lado, existem startups que não apostam nos carros voadores e sim em “drones gigantes com passageiros” – drones que são auto-pilotados para levar passageiros individuais pela cidade. A solução poderiam reduzir de horas para minutos o tempo dos deslocamentos. 

Um drone gigante super famoso fica em Israel e consegue transportar até 500 kg e voa a 185 km/h. A venda começa agora em 2020 por uma média de US$ 14 milhões. Os desenvolvedores da Urban Aeronautics acreditam que este drone que usa rotores internos em vez de hélices de helicóptero, poderia retirar pessoas de ambientes hostis ou permitir acesso seguro a forças militares.

Está claro que as empresas estão numa corrida frenética para ganhar os ares, mas existem muitas pedras no caminho. O maior desafio destas soluções, sejam carros voadores ou drones gigantes será chegar a uma regulamentação em todos os países e à aceitação por parte do público, afinal eles não são tão baratinhos. Você compraria um carro voador? O que acha desta inovação? Comente e deixe sua opinião.

Para Autaza: Beatriz Bevilaqua, 
jornalista e apaixonada por tecnologia.