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Desafios da modernidade: Qual o futuro da indústria?

Por João Lopes — Em Artigo Autaza, Automação Industrial, Industria 4.0 — outubro 23, 2019

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Você já ouviu falar na Quarta Revolução Industrial? As 3 primeiras revoluções industriais trouxeram a produção em massa, as linhas de montagem, a eletricidade e a tecnologia da informação, mas agora vivendo um grande marco na história da humanidade, com a presença cada vez maior de tecnologias em todas as esferas de nossas vidas. A quarta revolução industrial, ou Indústria 4.0, é um conceito desenvolvido pelo alemão Klaus Schwab, diretor e fundador do Fórum Econômico Mundial. Para ele, a industrialização atingiu uma quarta fase, que “transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos, diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes”.

Este momento inédito e tão disruptivo é impulsionado por um conjunto de tecnologias avançadas que farão a fusão do mundo físico, digital e biológico, como por exemplo a robótica, bigdata (análise e a interpretação de grandes volumes de dados de grande variedade) , inteligência artificial, realidade aumentada, nanotecnologia, impressão 3D e a internet das coisas – interconexão digital de objetos ou coisas com a internet. A estimativa é de que em 2025 teremos mais de 100 bilhões de objetos interligados à IoT (sigla do inglês internet of things).

É questão de tempo, mas as indústrias que conhecemos hoje serão totalmente automatizadas a partir de sistemas que combinam máquinas com processos digitais.

Para se ter uma ideia, em poucos anos os processos relacionados à chamada indústria 4.0 poderão reduzir custos de manutenção de equipamentos entre 10% e 40%, bem como o consumo de energia entre 10% e 20%, além de aumentar a eficiência do trabalho entre 10% e 25%, de acordo com projeções da consultoria McKinsey. Estes números deixam claro que a mudança é urgente! 

Esta transformação global envolve fábricas automatizadas, conectadas e inteligentes.  Neste processo que utiliza grandes volumes de dados para tomar decisões, dispensando a intervenção humana, geramos mais rapidez na cadeia produtiva e uma corrida desenfreada por inovação e tecnologia. Na China, por exemplo, em 2015 foi lançado um programa agressivo intitulado “Made in China”, cujo objetivo é estar entre as maiores forças industriais do mundo até 2049. Já nos Estados Unidos os investimentos federais foram de US$ 600 milhões e atraíram mais US$ 1,2 bilhão do setor privado. E a Alemanha tem duas importantes estratégias para o sucesso da indústria 4.0 que é defensiva (manter competitividade) e agressiva (desenvolvimento de novos mercados).  Mas e o Brasil? 

Segundo dados divulgados recentemente pela Confederação Nacional da Indústria, o Brasil levará mais de meio século para alcançar o produto per capita de países desenvolvidos, se mantida a taxa média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional registrada nos últimos 10 anos. Ou seja, estamos muito atrasados. Numa outra pesquisa realizada no ano passado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Senai-SP, apontou que somente 41% das indústrias utilizam o lean manufacturing ou sistema de produção enxuta. E 32% dos entrevistados na pesquisa sequer tinham ouvido falar em quarta revolução industrial, Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada, nomes diferentes para a mesma mudança na forma de produzir, com base em tecnologia e dispositivos autônomos.

Com toda a certeza temos muitos desafios internos em nosso país e é preciso agora acelerar, o lado bom é que há um grande espaço de oportunidades para ser percorrido pois os modelos mais completos de Indústria 4.0 devem vigorar a partir de 2025. Aumentar o passo e criar condições melhores no ambiente de negócios rumo à inovação é o único caminho para sobreviver neste mercado global onde tudo muda muito rapidamente. Precisamos de infraestrutura, programas de difusão tecnológica e aperfeiçoamento regulatório por meio de gestões governamentais que priorizem essas pautas.

O processo de transição para a indústria 4.0, para a maioria das empresas brasileiras, será gradual, sendo determinado pelos investimentos realizados e pela capacitação tecnológica e produtiva. A competitividade do país em relação à tantos outros países que já largaram na frente dependerá de incorporar as novas tecnologias da Indústria 4.0, permitindo que elas possam competir em igualdade de condições no mercado internamente e no exterior. É desafiador, mas totalmente possível.

No próximo texto vamos falar sobre o impacto da robotização no futuro do trabalho e se seremos de fato substituídos por máquinas igualmente nos filmes e séries de ficção científica.

Para Autaza: Beatriz Bevilaqua, 
jornalista e apaixonada por tecnologia. 

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